Coisas para fazer nas imediações

Canal Saint-Martin

Uma hidrovia de 4,5 km que corre abaixo do chão por 2 km, o Canal St-Martin conecta a Bassin de la Villette ao Sena, sendo 25 metros a diferença de altura entre seu ponto mais alto e o mais baixo. Cavado em 1825 por iniciativa de Napoleão, no desejo de fornecer água potável a Paris, tornou-se uma extensão do Canal Ourcq. Exibido no filme Hôtel du Nord de Marcel Carné, o então bairro de classe trabalhadora era em sua maioria formado de curtumes, fábricas de papel e fábricas de cerâmica. No início dos anos 1970, foi desenvolvido um projeto com o intuito de cobrir o canal inteiro com uma estrada. Felizmente, esforços conjuntos dos locais e a intervenção de André Malraux conseguiram evitar que esse projeto ganhasse vida. Com suas encantadoras passagens abobadadas, suas pontes giratórias (rue Dieu) e suas 9 eclusas, para onde péniches que vêm de Port de l'Arsenal e la Villette migram, o canal, com fileiras de castanheiras e plátanos, atrai grupos de amantes da caminhada e do ciclismo, principalmente aos domingos.

Monte Martre e Place du Tertre

Um bairro em Paris… Um monte sagrado, que permanece como ponto ativo político, cultural e artístico através dos séculos, é o berço dos movimentos de pinturas dos séculos XIX e XX (impressionismo, cubismo, fauvismo, futurismo, surrealismo).
Pegue o funicular em Pigalle e aprecie Montmartre da maneira mais romântica e incomum!

Vinhedos de Montmartre

No final do século XVIII, mais de 4000 litros de vinho tinto e branco de alta qualidade com origem dos vinhedos da Abadia de Montmartre, são oferecidos ao monarca francês anualmente. As então vindimas recebem os nomes Goutte d'Or, la Sacalie e la Sauvageonne. Porém, competição intensa, atividades de escavações e a elevação demográfica na área levam os vinhedos de Montmartre ao declínio. No início do século XX, resta apenas uma cepa em Montmartre.
Foi só nos anos 1930 que as tradições de produção de vinho foram trazidas de volta à vida, graças a Francisque Poulbot, um cartunista e ilustrador francês. Em 1934, a primeira colheita de uvas dos tempos modernos ocorreu com o patrocínio de Fernandel e Mistinguett. Propriedade da Cidade de Paris, os vinhedos de Montmartre, Le Clos de Montmartre, estão localizados na Rue des Saules e la Rue Saint-Vincent. O vinho que produzem é vinificado nas adegas da Prefeitura.

Basílica Sacré-Cœur

Sua construção foi ordenada por uma lei passada pela Assembleia Nacional em 1873, após a derrota da França na Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871, para "expiar os crimes da Comuna Parisiense" e para homenagear as vidas de cidadãos franceses perdidas na guerra. O projeto de construção foi designado ao arquiteto Paul Abadie.
A pedra angular foi colocada em 16 de junho de 1875. As obras da construção foram conduzidos com participação direta do governo da Terceira República, desejando comemorar o novo regime, as novas leis constitucionais tendo sido votadas no mesmo ano. Porém, só foi em 1914 que a construção estava completa. A catedral foi consagrada em 1919, depois que a Primeira Guerra Mundial terminou, a vitória da França sendo grandemente – e ironicamente – como uma vingança da Guerra Franco-Prussiana.
Com sua forma de cruz grega, a basílica possui duas abóbadas; a abóbada central, que mede 80 metros de altura, tem em seu topo uma lanterna apoiada por pilares. A arquitetura da basílica é uma mistura eclética de estilos romanos e bizantinos, grandemente influenciada pela Catedral de Saint-Front de Périgueux, que deixou sua marca arquitetônica em muitas outras edificações religiosas do século XX, como a Basílica de Sainte-Thérèse de Lisieux, por exemplo.

 

Ruas de Montmartre

Seguindo os passos dos artistas de ontem e de hoje, aqui estão alguns lugares na área que valem a pena visitar. Na esquina de la Rue Saint-Vincent e la Rue des Saules, fica o famoso Cabaret du Lapin Agile, onde alguns escritores, poetas, músicos, atores, pintores e escultores uma vez desconhecidos conviveram. Entre esses artistas "desconhecidos", estiveram Picasso, Utrillo, Braque, Modigliani, Renoir, Guillaume Apollinaire, Max Jacob, Charles Dullin, Toulouse-Lautrec e tantos outros...
No cruzamento da rua, antes de você descer la Rue de l’Abreuvoir, dê uma olhada na Maison Rose, que uma vez inspirou o famoso pintor Maurice Utrillo. Ande até a Praça Dalida, que possui um busto de bronze em sua memória, depois siga la Rue Girardon. Confira a Praça Marcel Aymé com sua figura peculiar atravessando a parede, ideia original de Jean Marais, inspirada por "Le Passe-Muraille" ("O Atravessador de Paredes"), um conto de Marcel Aymé. Você pode também querer visitar le Moulin de la Galette (último restante dos 30 moinhos de Montmarte, fechados por volta de 1860), que uma vez hospedou o famoso bal musette. Andando um pouco mais, você encontrará a casa onde Dalida morou, localizada na Rue d’Orchamp, e a Praça Emile Goudeau, onde Bateau Lavoir está instalado. Tendo uma vez abrigado o estúdio de Picasso, é onde o artista pintou "Demoiselles d'Avignon", uma das suas obras mais conhecidas. Desça la Rue Ravignan, ouvindo os sons de realejo, flauta e acordeão, até você chegar à Place des Abbesses com sua fina cobertura de vidro Art Nouveau na entrada do Metrô.

Espace Salvador Dali

Um tributo ao maestro do surrealismo, esta exposição permanente, a única na França, oferece uma visão do mundo fantasmagórico do artista, que pode ser visto através de suas esculturas majestosas e pinturas originais.

Endereço: 11 rue Poulbot – 75018

Le Moulin Rouge

Como disse Jane Avril, "tudo que ele já moeu foi só o dinheiro do cliente". Aberto em 1889, o Moulin Rouge foi impulsionado ao sucesso por Toulouse-Lautrec, que era encarregado de criar cartazes dele. Era originalmente composto de um cabaret, localizado no piso térreo, (onde La Goulue e Valentin le Désossé se apresentavam), e a pista de dança no porão. Destruído em um incêndio e então reconstruído em 1924, Moulin Rouge é o berço da tradição das revistas cancan francesas.
O vizinho Cité Véron, localizado à direita do Moulin Rouge, foi um tempo o lar de Prévert e Vian.

Endereço: 82 boulevard de Clichy – 75018

Museu do Erotismo

Espalhado por 4 pisos, o museu possui uma extensa coleção vinda de ao redor do mundo, incluindo brinquedos sexuais engraçados, objetos de arte moderna e muito mais.

Endereços: 72 boulevard de Clichy – 75018

Museu do Romantismo

Ao pé do monte Montmartre, ele está instalado em um grupo de edifícios de estilos semelhantes, construídos entre 1820 e 1850, onde muitos escritores, atores, músicos e pintores, formando a elite romântica de Paris, moravam.
Um lugar popular dos românticos durante os anos 1830, uma vez o lar de Ary Scheffer, a proeminente pintor romântico, que ensinou desenho aos filhos do Duque d’Orléans desde 1822, a propriedade agora está aberta ao público. A coleção do museu paga tributo ao artista, e um amigo e vizinho dele, o romancista francês Georges Sand.

Endereço: 16 rue Chaptal – 75009

Grandes Lojas de Departamento

Galeries Lafayette e lojas de departamento Printemps oferecem moda e beleza, design doméstico e produtos de decoração e muito mais.

Casa de Ópera Garnier

Em 14 de janeiro de 1858, Napoleão III sobreviveu a uma tentativa de assassinato, tramada por Orsini, próximo à então Casa de Ópera , localizada na Rue le Peletier. O casal imperial foi milagrosamente salvo, porém, 8 pessoas foram assassinadas e outras 150 feridas. O imperador decidiu então construir uma nova Casa de Ópera que pudesse reunir a elite social de Paris. O projeto foi declarado de utilidade pública em 29 de setembro de 1860.
Foi organizado um concurso, para o qual 171 candidatos (incluindo Viollet Le Duc) submeteram seus projetos. A construção foi designada a Charles Garnier, um jovem arquiteto pouco conhecido, vencedor do Grand Prix de Rome em 1848.
Porém, seu projeto de construção foi visto com surpresa, a imperatriz Eugénie questionando porque o estilo arquitetônico que ele escolheu não era grego ou inspirado em Luís XV. Ao que Garnier respondeu: "Esse é o estilo Napoleão III, Madame!"
Garnier trabalhou juntamente com 73 escultores e 14 pintores. A pedra angular foi colocada em 21 Julho de 1862. A fachada principal foi inaugurada durante a Feira Mundial de 1867. Mas só foi em 1875 (após a guerra de 1870, a queda do Império e algumas dificuldades financeiras) que o Presidente Mac Mahon abriu oficialmente o novo edifício, exalando esplendor barroco e charme eclético.
Uma representação absoluta da arte oficial do Segundo Império, l’Opéra Garnier é um símbolo do epicurismo e luxo parisiense.
O maior teatro na Europa, mede 172 metros de comprimento, 124 metros de largura e 79 metros de altura, e pode acomodar 2000 pessoas sentadas.

 

Igreja de la Madeleine

Localizada na Praça Madeleine, é construída em estilo neoclássico, com uma fachada antiga em forma de templo, cercada por colunas coríntias. Foi Napoleão I que encomendou seu design e construção em 1806, originalmente com a intenção de que o edifício fosse um templo à glória de seu exército. As obras foram interrompidas devido ao tumulto político na França do final do século XVIII e início do século XIX, enquanto continuaram as discussões sobre a que propósito o eventual edifício serviria. Como resultado, o tempo da construção foi estendido a 85 anos. Em 1837, a estrutura esteve prestes a ser transformada em uma estação de trem, primeira em Paris. Foi só em 1842 que finalmente se tornou uma igreja e foi aberta para adoração.

Museu de Ciência e Tecnologia

Construído em 1980 por iniciativa do Presidente Valéry Giscard d’Estaing, fica bem onde as casas de matadouros de La Vilette, fechada em 1974, estiveram instalados. O Cité foi inaugurado por François Mitterrand em 13 março de 1986, enquanto o Cometa de Halley passava sobre as cabeças.
Sua missão é compartilhar conhecimento científico e tecnológico com um público mais amplo e mais jovem e promover interesse público em ciência, pesquisa e indústria.

La Cité de la Musique

Estabelecido em 1995, esse local com tema musical possui um salão de concertos com 1000 assentos, um anfiteatro, um museu que exibe instrumentos de música clássica etc. Também são realizadas oficinas em suas dependências.

La Géode

Localizada no Parque La Villette, atrás de La Cité des Sciences, La Géode foi estabelecida em 1985. Projetada na forma de uma esfera acabada em vidro, medindo 36 metros de diâmetro, é composta de 6433 triângulos equiláteros de aço inoxidável polido. Abriga um cinema, equipado com uma tela hemisférica gigante de 1000 m² e um projetor Omnimax, capaz de produzir uma imagem 10 vezes maior do que a de um projetor de cinema comum.